Há gestos que não se apagam. Uma marca na Árvore da Inclusão, mudas plantadas no chão e um espaço novo para acolher as mães de filhos atípicos. O Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado no sábado (21), na Associação Juliano Varela, em Campo Grande, teve esse espírito acolhedor e o deputado federal Beto Pereira marcou presença.
Mais do que uma visita, foi um encontro entre política e sensibilidade, entre recursos e esperança, entre quem governa e quem, todos os dias, transforma vidas dentro de quatro paredes nem sempre vistas pelo poder público.
Beto participou da inauguração da “Sala das Mães”, um espaço criado para oferecer atendimento psicológico e cuidado emocional às famílias atendidas pela associação. A iniciativa nasce de uma verdade simples e muitas vezes esquecida: quem cuida também precisa ser cuidado.
O deputado somou-se ao plantio de mudas, ação simbólica em alusão à trissomia do cromossomo 21 — característica genética da síndrome de Down —, representando vida, crescimento e inclusão. Na sequência, fez parte do momento “Mão na Árvore”, quando deixou registrada, em pintura no muro da associação, a marca de suas mãos — um gesto que simboliza pertencimento e apoio permanente à instituição.
“A síndrome de Down precisa estar na consciência das pessoas para que aconteça inclusão na sociedade. O Juliano Varela realiza grande projeto em Campo Grande, no qual são ofertados educação, lazer e cuidados com as mães. É uma instituição que é uma grande referência na nossa capital”, afirmou o deputado.
Presente e recursos
O comprometimento de Beto Pereira com a Associação Juliano Varela vai além da presença nas atividades — se traduz em parceria e apoio permanente. O parlamentar destinou uma emenda de R$ 2 milhões à instituição, como parte de um compromisso mais amplo com organizações que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências. Somadas as destinações a demais instituições sociais do estado, o total chega a R$ 8,8 milhões em emendas parlamentares direcionadas a entidades do setor.
Juliano Varela
Fundada em 1991 pela cofundadora Malu Fernandes — mãe de Juliano, que dá nome à instituição —, a Associação Juliano Varela se consolidou como referência no atendimento a pessoas com deficiências intelectuais, autismo, síndrome de Down e microcefalia. Hoje, a entidade é um pilar fundamental para mais de 1,5 mil pessoas que enfrentam diariamente esses desafios.
Desde 2019, o Centro de Atendimento Especializado em Reabilitação da associação oferece uma estrutura completa de serviços nas áreas de saúde, assistência social e educação, com atendimentos em neurologia, psiquiatria, pediatria, psicologia, nutrição, psicomotricidade e fonoaudiologia.














